ROBERTO DIAGO


Sem Título

Mista sobre Tela  Ι 125x90 cm Ι M
5.500 €
 

Hay Que Estar Tranquilo

Óleo sobre Cartão Ι 70x50 cm Ι M
2.500 €
 

Sem Título

Mista sobre Tela  Ι 130x100 cm Ι 2011
5.500 €
 

ROBERTO DIAGO


Roberto Diago (Habana, 1971) é um dos artistas cubanos contemporâneos que tem conseguido maior destaque junto da crítica e também enorme sucesso comercial. A sua pintura é caracterizada pela carga simbólica e conceptual que apresenta. Procura temas reais e trabalha-os. A sua obra está difundida à escala global, nomeadamente nos Estados Unidos, França, Itália, Suíça, Portugal, Espanha, Rússia, Mónaco e Chile.
É considerado um dos criadores mais bem sucedidos no contexto das artes visuais cubanas dos últimos 20 anos. O seu trabalho tem sido marcado por uma forte dimensão antropológica e social, a partir da qual investiga o universo e as vivências da raça negra, suas crenças religiosas, seu ambiente arquitetónico e urbano, as suas utopias e frustrações, até mesmo os preconceitos que a invadem. É um artista trata temas fraturantes com materiais comuns. A escravatura é um tema recorrente na sua obra. Usa na sua pintura e instalações conceptuais diversos materiais perdidos que vai recolhendo, quer troncos de árvores, garrafas de plástico, chapa e ferros enferrujados e outros materiais recicláveis, imprimindo um carácter fortemente simbólico à sua obra
A cor preta da luz brilhante, o ocre camel, a parte mais escura da casa e o vermelho oferecem-lhe uma clara vocação de ritual. Os grandes formatos, por vezes quase excessivos, têm a ver com a natureza barroca da relação entre o homem e o clima, por vezes agressivo de tanta luz e de de tanta cor. É proposto que o trabalho final seja imposto pela força ao espectador, quase o mutilando, recorrendo a cenários combinando o figurativo e o social. A partir da criação de uma estética própria de precariedade que lhe tem oferecido uma série de excelentes resultados e de satisfação, converte-se num transgressor dos regimes anacrónicos e dos mitos definidos pelos mercados. Como tal, ele sabe conjugar o mais sensível da natureza do étnico com os elementos necessários para a sua verdadeira representação.


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